segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

O "Fabuloso" Caso de Benjamin Button


Há alguns meses atrás, li umas notícias do próximo filme de David Fincher (Zodíaco, O Quarto do Pânico, Se7en) com curiosidade. A história era sobre um homem que nascia velho e rejuvenescia. E quem interpretaria esse homem era Brad Pitt, que normalmente faz ótimos filmes. Principalmente por causa de Fincher, minhas expectativas cresceram com relação a esse projeto, se intensificando à medida que fotos e mais detalhes iam saindo.

Pois a espera valeu a pena e as expectativas foram alcançadas. O Curioso Caso de Benjamin Button é uma obra-prima. Uma história retratada em forma de fábula de uma forma encantadora, graças também ao brilhante roteiro de Eric Roth, o mesmo roteirista de Forrest Gump (entendeu, né?).

Respeitando à tradição, Brad Pitt está ótimo. Kate Blanchet também não passa em branco e faz seu papel de maneira competente, como sempre. Tilda Swinton, nos poucos momentos que aparece, faz de sua personagem coadjuvante uma importante peça nessa história. A direção de David Fincher é precisa e impecável, assim como os efeitos especiais. É no mínimo impressionante ver o bebê com cara de velho já carregando os traços de Brad Pitt. O trabalho de maquiagem também é algo notável, além dos vários truques de câmera e tudo o que é necessário para nos transportar para essa história.

Em resumo, um trabalho incrível. Agora minha dúvida é a seguinte: será que Slumdog Millionaire é tão bom assim, pra ter levado TUDO no Globo de Ouro e ter deixado O Curioso Caso de Benjamin Button chupando o dedo?

Veremos.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Globo de Ouro 2009

Ontem foi a entrega dos prêmios do Globo de Ouro, lá em Beverly Hills. Foi muito legal, como sempre, apesar de os principais filmes concorrentes ainda não terem estreiado no Brasil, deixando quem assistia daqui meio que sem saber das coisas. Mas mesmo assim valeu a pena. Os destaques pra mim foram:

- Heath Ledger, o magistral Coringa de Batman - O Cavaleiro das Trevas, levou o prêmio de melhor ator coadjuvante, para a felicidade deste que vos escreve;

- Kate Winslet se consagrou de maneira especial, levando tanto o prêmio de melhor atriz coadjuvante drama (por The Reader) quanto o de melhor atriz drama (por Apenas um Sonho;

- Mickey Rourke levou o prêmio de melhor ator drama por The Wrestler, o filme de Darren Aronofsky que ganhou o Festival de Veneza;

- Collin Farrel (???) ganhou o prêmio de melhor ator comédia/musical;

- Wall-E ganhou o prêmio de melhor animação (se perdesse seria provavelmente uma das maiores injustiças do ano);

- Vicky Cristina Barcelona, do Woody Allen, levou o Globo de Ouro de melhor filme musical/comédia;

- Slumdog Millionaire, de Danny Boyle, ganhou tudo que tinha direito, incluindo de melhor filme drama, deixando O Curioso Caso de Benjamim Button a ver navios...

- O muitíssimo merecido prêmio dado a Steven Spielberg por sua carreira brilhante.

Agora vamos esperar pelas outras premiações. Afinal, o Heath Ledger precisa ganhar mais prêmios ainda. ;D

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Semelhanças (?)

Vai saber né...



terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Coldplay - Prospekt's March


Viva La Vida certamente foi um dos melhores álbuns de 2008. A adição de algum experimentalismo ao som melancólico do Coldplay chamou a atenção, juntamente com os shows grandiosos que vieram na turnê. Mais para o fim do ano, o Coldplay lançou um EP intitulado Prospekt's March, uma espécie de complemento para o Viva La Vida, com direito a músicas novas e remixes.

E posso dizer que fiquei muito satisfeito com o EP. Ele é até melhor do que eu imaginava para um EP. É quase um álbum por si só. O cd abre com Life In Technicolor II, uma versão cantada da primeira música do Viva La Vida. Na sequência, já um grande momento do cd: a faixa-introdução Postcards From Far Away, uma linda melodia apenas ao piano, seguida pela poderosa Glass Of Water. Inclusive a banda tem tocado essas duas músicas em alguns shows da turnê. Rainy Day também é toda bem feitinha, cheia de sonzinhos e com uma levada animada, mas não "à toa". E aí vem Prospekt's March, a melhor desse trabalho. Já deve ser uma das minhas preferidas do Coldplay. Traz toda aquela profundidade característica de Coldplay, mas com um clima todo Viva La Vida dessa nova fase. Lost+ traz uma participação do Jay-Z, que por incrível que pareça não estragou a música. Lovers in Japan (dizem que é remix, mas pra mim é a mesma coisa...) vem em seguida e, pra fechar o cd, Now My Feet Won't Touch The Ground entrega uma melodia calminha e singela, inteiramente ao violão.

Prospekt's March é, sem dúvida nenhuma, um ótimo complemento para um ótimo álbum.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Street Fighter: The Legend of Chun-li

Não é querendo ser chato não, mas será que esses caras não percebem que algumas coisas que eles fazem são extremamente duvidosas? Esse filme é mais uma delas, a menos que eu esteja profundamente enganado.



sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Portishead - Third


O cd Third, do Portishead, é uma das coisas mais interessantes que eu ouvi esse ano. O experimentalismo onipresente em todas as canções, somado à melancolia da voz de Beth Gibbons, dão o tom de um álbum que está entre os melhores do ano.

O Portishead abre o álbum com a música Silence, que possuem uma introdução falada em português, sobre algo como a "regra" de que tudo o que você faz receberá em troca. A seguir, segue Hunter, uma das músicas mais soturnas do cd. Na verdade, todas têm mais ou menos a mesma tensão, só que expressa de maneiras diferentes no decorrer do cd. As letras, pelo que persegui, condizem com o clima e são indiretas, interpretativas, assim como o próprio som da banda. Os meus destaques vão para Plastic, Magic Doors, e Machine Gun. Essa última possui uma batida tão marcada, tão característica que, junto com a voz de Gibbons, faz com que Machine Gun se torne a música mais hipnotizante do cd. Impressionante. Deep Water também chama a atenção por ser a música mais "leve" do cd. Um suspiro aliviado em meio a tensão que permeia o cd inteiro.

A impressão que o Portishead me deixa é que eles compõem as músicas de uma forma que "descontrói" a melodia. Tanto que algumas músicas não são tão fáceis de assimilar, sendo "digeridas" de pouco em pouco. Parece que as músicas sempre tem um instrumental pesado, etéreo, e que a voz da vocalista simplesmente flutua em meio a essa atmosfera.

Mesmo depois de terem demorado 11 anos para lançar o cd, o Portishead mostra que está em forma e vem para marcar presença, sempre de forma singular e tensa, bem tensa.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

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O que esperar do dia 22 de março de 2009.